@lafajunior

sábado, 29 de outubro de 2011

Meio-Orc





"Tolo foi você guerreiro, ao achar que eu era tão ignóbil quanto meu pai orc ou tão fraco quanto minha mãe humana... Pague um alto preço por sua ignorância agora".
- Rhog Tellum, assassino meio-orc.

O terror que as crias de Gorak inspiram nos povos mortais de Meliny é lendária na história do mundo. Eles combateram, mataram e pilharam de todas as raças vivas sem se preocupar com as conseqüências. No passado eles agiram em bandos, sob a liderança de um líder que fosse ainda mais forte e selvagem que a maioria, mas com o passar dos séculos surgiram indivíduos de outros povos que cobiçavam o poder dos orcs como seu exército pessoal.

Quando comandantes passaram a organizar os ataques órquicos, ao invés de apenas pura destruição, prisioneiros também eram tomados para serem melhor utilizados de outras formas além de apenas alimento para as tropas. Escravos e cobaias eram levados para os mais nefandos destinos, e não era raro que as mulheres fossem violentadas por seus captores bestiais. Boa parte não sobrevivia ao evento, indo finalmente descansar ao lado de seus deuses, mas algumas desafortunadas suportavam fisicamente o tormento, e pior, passavam a gerar os frutos dessa união.

Esses rebentos costumam ser rejeitados pelos orcs por serem mais fracos, e pelos humanos por terror que sejam tão selvagens e brutos quanto seus odiados pais. Os primeiros meio-orcs vagaram como lobos solitários pelo mundo, raramente encontrando felicidade.

Dois caminhos foram tomados pelos mestiços. Uns assumiam a herança de Gorak e se tornavam seres de terror, força e inteligência, liderando bandos, tribos e vilas de outras raças menores no ataque a cidades isoladas. Outros seguiam as trilhas dos mercenários, dedicando-se apenas aos seus deveres, pois não havia nada mais ao que se ligarem.

Muitos se aproveitaram no caos causado pela Guerra da Magia para forçarem uma aceitação entre outros povos. Engrossaram as fileiras dos revoltosos com força bruta e a chance de retribuir o ódio recebido por anos, pelo menos para com uma parte da população. Os orcs ainda hão de receber a retribuição. Alguns ainda demonstravam aptidão aos estilos de luta dos caçadores, sendo tomados como discípulos por estes. Os que exigiam mais força e dedicação perfaziam a escolha mais comum.

Após a restituição da ordem com o fim da guerra, os meio-orcs não estavam dispostos a retornar ao seu antigo patamar de escória da sociedade. Impondo, até mesmo à força, autoridade e respeito. Alguns buscaram por terras distantes, onde assumiam papéis de xerifes e guardiões. Outra parte ingressou no recém-formado Castelo de Ferro após se acostumarem com o poder e temor que causaram aos magos.

Muitos haviam se acostumado com a solidão em seu passado, e assim continuaram, agindo em troca de mantimentos, armas e armaduras. Às vezes nem isso, vivendo apenas com o que conseguiam caçar e coletar. Infelizmente, houve aqueles que também retornaram ao bestialismo dos orcs, agindo como feras selvagens e indomáveis, os mais centrados acabavam por ingressar em organizações de ações escusas.

Mais do que os meio-elfos, os meio-orcs são um povo desunido, relegando a manutenção de seus números nos ocasionais encontros entre dois mestiços, pois os que nascem da violência e estupidez órquica costumam ser sacrificados por sua fraqueza, ou criados entre a ferocidade dos orcs. Os indivíduos da raça adquirem renome das mais diversas formas, um deles é Mestre Gurthand, que atualmente comanda com mão-de-ferro a Ordem dos Caçadores do Castelo de Ferro. Já na distante Deanor, comandantes meio-orcs agem sob o nome de Valen no controle de tropas de orcs nos ataques contra a Nação.

Personalidade: Não acostumados com etiqueta e bons-modos, os meio-orcs são tidos como grossos e rudes, opinião que poucos lutam para mudar. Um meio-orc confia apenas em si mesmo para realizar uma tarefa, mesmo que não sejam capazes de fazê-lo. Dói muito a um deles admitir inferioridade. A combinação da força órquica e o intelecto humano é uma combinação mortífera, infelizmente os que mais desenvolvem esses pontos fortes quedam-se para o mal, chegando a adorar o prazer de serem caçados pela sociedade.

Descrição Física: Um pouco mais altos que a média humana, mas podendo chegar à alturas impressionantes, que combinadas com a musculatura forte constituem um ser de presença intimidante. Mulheres são bem mais baixas e corpulentas, lembrando humanas, nas devidas proporções. Muitos andam arqueados, aparentando serem menores do que o são realmente. Nessa posição andam com os braços jogados e tocando o chão.

Suas feições costumam ser mais angulosas que as humanas, mas não raras vezes trazem características felinas ou caninas, como presas, olhos e orelhas. Sua pele varia em verde mesclado com outras cores, comumente cinza, amarelo e marrom. Preferem trajes de couro e armas de simples criação e manutenção. Para uma pessoa que nunca tenha visto um orc, o seu híbrido pode muito bem causar confusão.

Uma característica que incomoda todos os membros da raça é sua infertilidade e alta taxa de mortalidade infantil, apenas um em cada três gestações de meio-orcs é bem-sucedida.

Relações: A parte dos mestiços que se volta para o mal, pouco se importa com o que os outros povos acham deles, considerando-os apenas pouco melhores que os orcs. Aqueles que aceitam melhor o convívio com outros, apreciam apenas o contato que podem receber daqueles que não os repudiam. Como era de se esperar, os pequenos halflings das colinas são os mais hospitaleiros, muitas vezes acolhendo-os em suas comunidades. Anões podem aceitá-los através de demonstrações de força e valor, assim como tribos de bárbaros selvagens, que costumam adotar guerreiros da raça. Gnomos os consideram desagradáveis e incultos, assim como os elfos que vêem apenas a ferocidade órquica neles, os felítrius tendem a entendê-los, porém sem maiores contatos.

Tendência: A mesma liberdade do espírito humano está presente nestes seus descendentes, apesar de uma parcela do comportamento órquico sempre se fazer presente. No geral eles tendem ao caos e a maldade, mas em ambientes controlados, um meio-orc consegue se comportar de qualquer maneira possível.

Terras dos Meio-Orcs: Os meio-orcs podem ser considerados a raça menos apegada a um único lugar ou região, vagando como nômades, às vezes pelos destratos que sofrem, às vezes por buscarem um significado para suas existências. Costumam ser encontrados nas áreas mais selvagens de Meliny, nas grandes florestas e pradarias, além de tipicamente nascerem em regiões com freqüentes ataques de orcs. Existem boatos sobre uma vila em Deanor constituída apenas de meio-orcs, a Vila dos Párias, como é conhecida, também é famosa por adorar uma estátua de pedra que acreditam ser um guia que um dia se moverá para ajudá-los.

Religião: A selvageria de Gorak, ou a fúria de Argueza são umas das poucas fés que atraem os meio-orcs, talvez por causa de sua ancestralidade. Deuses mais ordeiros e pregam costumes e rotinas são evitados, tais como Yius, Sargan e Shallaay. Othen chega a ser apreciado pela força, e pela conduta belicosa, ao passo que Lantaris é escolhida por aqueles mais malignos.

Magia: Muitos meio-orcs surgiram durante a Era da Magia, produtos de experimentos com humanos e orcs alterados pelos magos. Talvez por isso, uma estranha afeição surja entre os da raça e a magia. Não são tão permissivos quanto os homens, mas ainda assim apreciam a utilidade das artes arcanas. A maior parte dos afiliados às guildas faz parte da Irmandade, onde vendem seus serviços como magos de grande força, Senhores da Terra, isolacionistas e conhecedores dos ermos, ou se entregam às trevas dos Lordes Negros, tornando-se tão cruéis quanto seus pais órquicos.

Idiomas: O Melin é o único idioma que os meio-orcs aprendem facilmente, sendo que o Orc só é tomado por aqueles que são criados entre os próprios. Outras línguas podem ser descobertas pelas viagens do mestiço, mas pouco mais que o mínimo para se comunicarem.

Nomes: A rudeza e secura dos nomes órquicos é em parte herdada por seus descendentes, pois preferem coisas curtas e grossas. Raros são os sobrenomes, pois são poucos os que são criados em meio humano, e com pais dispostos a ceder sua família a eles.

Masculino: Rhungar, Dwarug, Zokx, Kram.
Feminino: Rera, Lovita, Ygani, Dala.

Aventuras: A união do sangue dos homens e dos orcs gera indivíduos propensos a uma vida de força e brutalidade, sendo que a maior parte dos híbridos vive sozinha pelo mundo em busca de aceitação, ou de formas de impor sua posição pela força. Bárbaros, e rangers são mais comuns, principalmente nos que são criados em meio órquico, alguns poucos se tornam druidas na busca pelo isolamento e contemplação. O caminho do guerreiro e do alvejador é difícil, pois costuma demonstrar uma perícia superior em treinamento de combate, assim como a trilha do paladino força a retidão e ordem. Magos não costumam serem raros, freqüentemente Dragões Escarlates ou Senhores da Terra, a essência humana mostra-se apta aos poderes arcanos. Outras escolhas são raras, mas não impossíveis. Existem relatos de meio-orcs abandonados que foram treinados em templos e mosteiros.



Características Raciais dos Meio-Orcs
  • +2 Força, -2 Sabedoria, -2 Carisma.
  • Médio: Como criaturas médias, os meio-orcs não têm bônus ou penalidades devido ao seu tamanho.
  • O deslocamento básico do meio-orc é 9 m.
  • Visão no Escuro: Meio-orcs (e orcs) podem ver no escuro até 18 m. A visão no escuro é em preto-e-branco apenas, mas é de outro modo igual à visão normal e funciona normalmente se luz alguma.
  • Sangue Orc: Para todos os efeitos relacionados à raça, o meio-orc é considerado um orc.
  • Anti-Social: +2 de bônus racial em Intimidação com não-orcs e -2 de penalidade em Diplomacia com não meio-orcs.
  • Esterilidade: É impossível para um meio-orc gerar descendente, novos meio-orcs nascem apenas da união de orcs e humanos.
  • Idiomas Básicos: Melin e Orc. Idiomas Adicionais: Qualquer um, exceto os secretos (como Druídico).
  • Classe Favorecida: Ranger.

2 comentários:

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  2. Diferença entre mestiço e Hibrido!
    Mestiço: mistura dentro da mesma espécie, exemplo (humano,branco-europeu ou asiatico, negro-africano ou astraliano,pardo-Indio americano ou polinesio) branco e negro=mulato ou negro mestiço (ferteis podem se reprodusir)

    Híbrido: mistura entre espécie diferentes, exemplo (eqüinos,cavalo,zebra,jegue) cavalo e jegue= burro (macho) ou mula (fêmea) eqüino hibrido (albuns infertes ou esterio)

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